Bolog - O Blog da Bola, por Eugênio Leal


Abelão voltou

 

VIPCOMM - Marcelo Campos

O futebol é engraçado. Abel Braga pediu demissão do Inter porque o time foi mal na Libertadores e no gauchão. Disse que estudava propostas da Europa. Ao que parece elas não aconteceram. Ficou desempregado, recusando várias ofertas brasileiras. Diante do evidente fracasso de Alexandre Gallo o Inter chamou seu ex-comandante de volta.

 

É um excelente treinador e conhece bem o elenco. Vai dar trabalho. Sorte do Vasco que ele só voltou agora, caso contrário não liberaria o Perdigão.

 Escrito por Eugênio Leal às 17h18 [] [envie esta mensagem] []






Grande fase!

Que grande momento vive o Vasco! A atuação contra o Corinthians na quinta-feira só não foi perfeita porque Leandro Amaral não estava com a pontaria afiada. Errou alguns chutes que poderiam dar ao time da colina a goleada com a qual a toricda se acostumou em São Januário: quatro a zero.

 

Talvez motivado pelas declarações infelizes de Vampeta, o time entrou em campo com muita vontade. Não deixou o “timão” respirar. No segundo tempo houve um momento em que o time paulista parecia um boxeador prestes a ser nocauteado. Os zagueiros se livravam do perigo dando chutões para a lateral e os meias não conseguiam ultrapassar o meio de campo.

 

Se mantiver esta disposição o Vasco pode ir longe neste campeonato. A diretoria está trabalhando bem e montando um elenco eficiente, equilibrado. Há muito tempo não se via uma fase tão boa em São Januário. A galera, com razão, já começa a sonhar alto.



 Escrito por Eugênio Leal às 17h13 [] [envie esta mensagem] []






Não mudo de opinião

Vão me chamar de maluco, mas mantenho o que escrevi no “post” abaixo. O que aconteceu no jogo de quarta-feira foi exatamente o que previ. O Botafogo ganhou o duelo no meio de campo e teve maior posse de bola, mas em nenhum momento ameaçou o gol de Rogério Ceni.

 

O São Paulo é mais equilibrado, mas não abdicou do ataque. Não foi somente defesa, simplesmente foi dominado pelo toque de bola do Botafogo. Quando teve a bola tentou sair e foi assim que chegou aos gols. O segundo, é verdade, fruto de um erro do juiz. O primeiro, dentro daquele conceito de “campeonato do contra-ataque e da bola parada”.

 

Dois fundamentos para os quais o time do Botafogo não está preparado. Perdeu no contra-ataque para o Cruzeiro e na bola parada para o São Paulo. Futebol não é só toque de bola bonito. É saber defender e explorar as alternativas do jogo. O Botafogo é um grande time, mas tem erros como qualquer outro.

 

Um dos erros foi da diretoria, ao afastar Zé Roberto. O elenco resiste à ausência de Dodô porque tem alguém que joga parecido. Mas não resiste à saída de Zé Roberto, o único alvinegro que sabe driblar em espaços curtos. Isso faz falta, e muita, quando se enfrenta uma defesa bem postada como a do São Paulo.

 

Outro fator que contribuiu negativamente para o desempenho alvinegro foi o fato do time ter entrado no falso clima de decisão criado em torno do jogo. Não era uma decisão, apenas mais um jogo. Um jogo importante pelo confronto direto entre os dois líderes, mas um jogo de meio de campeonato, com conseqüências perfeitamente reversíveis ao longo do segundo turno.

 

Neste momento pesou a experiência do São Paulo em jogos importantes. Afinal, o tricolor paulista está, ao contrário do Botafogo, a disputar grandes partidas. Por isso soube controlar melhor os nervos.

Mas, como disse no início da semana, nada está perdido. A decisão talvez tenha ficado para o jogo da penúltima rodada, no Morumbi. Se os dois conseguirem se manter no topo, teremos lá um jogo eletrizante. E esperamos que o Botafogo tenha corrigido os erros cometidos contra Flamengo, Figueirense e o próprio São Paulo.



 Escrito por Eugênio Leal às 16h57 [] [envie esta mensagem] []






Não será ataque x defesa

Tenho lido e ouvido que o jogo desta noite vai ser o duelo da melhor defesa contra o melhor ataque. Esta é uma avaliação errada. Dá a entender que o jogo será uma simples tentativa do Botafogo de furar um tal "bloqueio defensivo” são paulino.

 

Engana-se quem pensa que os poucos gols sofridos do tricolor paulista se dão por algum tipo de retranca. Ele sofre poucos gols porque ataca muito, toma a iniciativa: joga no campo do adversário quase o tempo todo.

 

É verdade que faz poucos gols. Para isso existem duas explicações: o time costuma encontrar grandes “ferrolhos” e tem mais precauções defensivas que seu adversário desta noite.

 

Dificilmente um zagueiro do São Paulo sobe ao ataque (a não ser em escanteios), ao contrário dos alvinegros. É, portanto, um time mais equilibrado – embora não jogue tão bonito quanto a equipe de Cuca.

 

O grande duelo logo mais será travado no meio de campo. Quem controlar este setor deve ganhar o jogo, marcado pela vocação ofensiva de parte a parte. O São Paulo tem excelentes volantes, pecando na criação. O Botafogo também tem excelentes volantes e ganha na parte criativa.

Se os zagueiros “cariocas” estiverem bem postados e os volantes atentos aos avanços dos alas, o alvinegro deve comemorar a volta à liderança.



 Escrito por Eugênio Leal às 01h28 [] [envie esta mensagem] []






O Campeonato do contra-ataque e da jogada aérea

O primeiro escalão do nosso futebol está na Espanha, na Itália e na Inglaterra. O segundo na França e Alemanha. O terceiro na Turquia, Portugal e Japão. O quarto escalão dos jogadores brasileiros... está no Oriente Médio.

Sobra para a gente a chamada "baba". Nosso campeonato é disputado por garotos e veteranos. Os garotos, quando são bons e aparecem na primeira metade do ano, vão logo embora. Os veteranos... bem os veteranos na verdade não querem muita coisa, com raras exceções.

Temos, então, um campeonato nivelado tecnicamente por baixo onde a diferença está no banco de reservas. Os treinadores têm cada vez mais importãncia. A estratégia de jogo se soprepõe à habilidade individual, que sempre foi a diferença do nosso futebol para o europeu.

E a estratégia do momento é o contra-ataque. Com o desenvolvimento dos trabalhos físicos, os times correm cada vez mais. Fica fácil encurtar os espaços e sair em velocidade. É muito mais inteligente do que buscar o jogo com jogadores fracos, que não têm visão de jogo.Se fizermos uma estatística vamos ver que o número de gols saídos deste tipo de jogada é o maior dos últimos anos.

Uma outra alternativa é a chamada "bola parada". Você cava uma falta na intermediária e cruza na direção do gol. Meio caminho andado para as redes. Muito mais simples do que trabalhar a bola de pé em pé, encontrar um espaço ou, com um drible, desmontar a defesa adversária. É outro tipo de jogada que aparece com destaque nos "scouts".

O esquema do ano

O campeonato do "contra-ataque" e da "bola parada" está consragando também o sistema de três zagueiros no Brasil. Até pouco tempo havia resistência, mas hoje são poucas as equipes que não se utilizam deste recurso.

Jogar com três zagueiros não caracteriza um time como defensivo. Dependendo da postura dos jogadores do meio de campo o time é até mais ofensivo. Os alas podem atacar mais ou menos; pode haver um, dois ou três volantes e um ou dois atacantes.

O São Paulo, por exemplo, joga com os dois alas quase o tempo inteiro no campo de ataque e tem dois volantes que sabem sair jogando. É um time que joga em cima do adversário o tempo inteiro.

É o caso, aliás, de procurarmos fazer uma nova divisão tática das equipes, criando mais uma faixa. Muitos laterais jogam na mesma altura dos volantes. Não podem ser classificados como defensores. Volantes e meias devem, também, ser diferenciados. Neste caso, o São Paulo ao invés de ser escalado no 3-5-2, seria classificado como um 3-2-3-2: três zagueiros, dois volantes, uma linha de dois alas e um meia de ligação outra com dois atacantes.

Há times que podem ser divididos em cinco linhas porque jogam com dois atacantes, um mais recuado e outro dentro da área. Vamos adotar esta divisão daqui pra frente aqui neste nosso espaço. Acredito que, com o tempo, a mídia especializada vá multiplicar esta idéia.



 Escrito por Eugênio Leal às 16h54 [] [envie esta mensagem] []






São Paulo x Botafogo

O São Paulo demorou um pouco, mas assumiu a liderança do Campeonato. A paulistada está soltando rojões e dizendo que o Botafogo é cavalo paraguaio. São precipitados.

O duelo está só começando. Vai durar até o final do campeonato. É óbvio que o São Paulo é muito competitivo, afinal, tem o melhor elenco do país. Mas o trabalho do Botafogo é fundamentado. O sucesso alvinegro não nasceu da noite para o dia.

Tudo que é construído com base, a longo prazo, é confiável. Por isso o Botafogo vai continuar brigando. O jogo de quarta-feira não é final de campeonato. Talvez seja o início. O jogo de volta, em São Paulo, nas últimas rodadas, será mais importante.

Desce a porrada!!!

Imagino que o juiz paulista que arquivou o processo contra Richarlyson deva estar radiante com as palavras do seu "Natalino" à beira do campo da Vila Belmiro. O magistrado acha que futebol é jogo "viril, varonil", traduzindo: "jogo pra macho". Nada melhor, para ele, do que o "desce a porrada" do Joel.

O técnico do Flamengo estreou mal em todos os sentidos. Não soube montar o time e ainda mostrou total descontrole emocional. Tem vida curta, como eu escrevi semana passada.

Roubado?

Renato está reclamando de "roubo" por parte da arbitragem. Eles erram sim. Muitas vezes a favor do Fluminense, como ocorreu ontem no próprio jogo com o Palmeiras. O penalti foi fora da área.

A arbitragem, já escrevi sobre isso aqui antes, precisa ser revista, repensada em nível mundial. Este tipo de declaração do Renato só é ruim para ele. Porque não reclama quando vence? Ou quando é beneficiado?

O treinador tricolor precisa fazer o time jogar bola. Ainda falta muito para o Fluminense ser um time de verdade.

A diferença da qualidade

Num campeonato de nível cada vez mais baixo, qualquer jogador com um mínimo de qualidade faz uma grande diferença. Foi o que aconteceu sábado na vitória do Corinthians sobre o Goiás. Aos 34 anos Vampeta foi o nome do jogo. Sua habilidade sobrepujou a correria do garoto Willian, até então astro da equipe.

Ele está magro, parece em boa forma. Mas não precisa correr. No seu futebol, quem corre é a bola. Distribuiu passes com muita inteligência, inclusive o do gol.

Não sei até onde vai Vampeta em seu retorno. A estréia pode ter sido fogo de palha, mas comprovou que a média técnica do campeonato é baixíssima.



 Escrito por Eugênio Leal às 16h52 [] [envie esta mensagem] []




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